16 – Prefeitura Municipal

Rua Comendador Freitas, 255.

Antiga Casa da Câmara, hoje Prefeitura Municipal. Foi construída em 1858 por ordem de Gomes de Freitas. É remodelada com elementos simplificados do ecletismo em 1934, por Miguel Carosiello. No hall de entrada, em exposição, a pintura a óleo de grandes dimensões (310x514cm), "Alegoria do Sentido e Espírito da Revolução Farroupilha", do pintor Hélios Seelinger. Pintado em meados da década de 20 do século passado e pertencente ao acervo do Museu Histórico Farroupilha, chegou a Piratini entre 1953 e 1959, proveniente do Palácio Piratini, em Porto Alegre.

Hélios Aristides Seelinger(1878-1965) residiu em Porto Alegre em 1925. Foi pintor, desenhista e caricaturista. Filho de alemães, de pai pintor e caricaturista, nasceu no Rio de Janeiro. Ali radicado com a família, estudou na Academia Imperial de Belas Artes, a partir de 1864, e na antiga Escola Nacional de Belas Artes entre 1892-96, como aluno de Henrique e Rodolfo Bernardelli. Entre 1897 e 1900, estuda em Munique com Franz Stuck. É premiado pelo Salão Nacional de Belas Artes em 1901, retornando à Europa para aperfeiçoar-se em Paris com Jean Paul Laurens. Volta ao Brasil em 1908, e expõe no Museu Comercial/RJ. Seelinger notabilizou-se pela caricatura e pelo desenho de humor. Sob a assinatura Hélios trabalhou como ilustrador para periódicos ilustrados cariocas como O Malho, Leitura Para Todos, Careta, Fon-Fon e D. Quixote. Seu trabalho como ilustrador era considerado vanguardista e audaz. Chegou a Porto Alegre em 1924, onde realiza exposição individual de pinturas na Casa Jamardo, um estabelecimento comercial cujos proprietários promoviam artistas locais, através de mostras de desenho, pintura e fotografia. Pela reportagem da Mascara (revista editada em Porto Alegre nos anos vinte) nos 40 quadros expostos predominava a fantasia e a paisagem e apresentava Hélios Seelinger como um artista consagrado. Dinamizou a produção cultural local, com a formação do grupo Os Treze, composto por nomes em evidência na pintura, nas letras e no jornalismo locais, promovendo e realizando salões e exposições de arte. Ao retornar ao Rio de Janeiro, continuou participando de salões de arte e recebendo premiações (1939 e 1941). Foi funcionário do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro por muitos anos.

De composição simétrica, o prédio estrutura-se em terreno inclinado sobre embasamento, com corpo central elevado. No corpo central, porta em duas folhas e verga em arco pleno; nos laterais, quatro janelas intercaladas por pilastras, com elementos decorativos em linhas retas e curvas. As janelas, de abrir à francesa, com vergas e bandeiras retas. A platibanda fechada e no corpo central, elevado, as armas da República Brasileira.

Horário de atendimento: de segunda a sexta das 9:00h às 15:00h.

Telefone: 053-3257 3278.