13 - Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

Praça da República Rio-Grandense (Antiga Praça das Alegrias).

A primeira capela construída quando da chegada dos casais açorianos a Piratini, foi destruída em 1811. Então, por iniciativa do Reverendo Jacinto José Pinto Moreira é erguida uma Igreja por José de Matos Guimarães, finalizada em 1814. Quando eclodiu a Revolução Farroupilha a capela estava quase concluída, mas uma das torres ameaçava ruir, sendo então demolida. Naquele templo foi realizado o Te Deum em ação de graças à proclamação da República Rio-Grandense. A nova Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Piratini foi construída entre 1840 e 1854, no mesmo local, projetada por arquiteto italiano.

Composição arquitetônica simétrica e austera, estruturada em três volumes: frontal, nave e capela-mór, sacristia. Estrutura marcada por pilastras lisas, com embasamento. Fachada com corpo central e dois torreões laterais. Nos torreões, aberturas em pares, em arcos plenos, coroados por cimalhas e platibandas vazadas com coruchéus sobre os cunhais. O deságüe da cobertura é feito por meio de gárgulas metálicas, com cabeças de dragões. Na parte central, plana, a porta principal, com verga em arco pleno e bandeira com vitrais, ladeada por pilastras, com acabamento em pináculos em alto relevo. Na altura do coro, um óculo com caixilharia em quadros e um vitral. Coroando a composição central, um nicho, com arco trilobado, abriga a imagem de Nossa Senhora da Conceição. No interior, nave única, com arco cruzeiro e capela mor. O piso em ladrilhos hidráulicos. Nas laterais, vitrais inseridos em vãos de arco pleno.